Tecido do cordão umbilical

Tecido do cordão umbilical
Ao contrário do sangue do cordão, o tecido do cordão umbilical é muito rico em células estaminais mesenquimais. Estas têm a particularidade de poderem dar origem a cartilagem, osso e músculo, entre outros tecidos, e, para além disso, têm a capacidade de promover a regeneração de tecidos danificados e de regular o sistema imunitário, o que lhes confere um enorme potencial para o tratamento de diversas doenças, nomeadamente de caráter autoimune.
Potencial terapêutico
As células do tecido do cordão umbilical podem ser transplantadas em conjunto com as células do sangue do cordão umbilical ou da medula óssea, com o objetivo de reduzir as complicações dos transplantes hematopoiéticos alogénicos. Estas células têm a capacidade de acelerar a recuperação do sistema imunológico após o transplante(1), fator determinante para a sobrevivência do doente, e estão também a ser utilizadas em contexto experimental para o tratamento de doença do enxerto contra o hospedeiro, uma complicação frequente e potencialmente fatal dos transplantes alogénicos(2).
Veja as referências
Número de ensaios clínicos em crescimento
Numa publicação dirigida aos pais que procuram compreender o potencial terapêutico das células do sangue e do tecido do cordão umbilical, o Parent’s Guide to Cord Blood Foundation reportou que o número de ensaios clínicos com sangue do cordão umbilical a decorrer se tem mantido estável ao longo dos últimos anos, e que o número de estudos com tecido do cordão umbilical se encontra em franco crescimento, com mais de 50 novos ensaios clínicos registados a cada ano. Notavelmente, os autores referem que o número de ensaios clínicos a decorrer com tecido do cordão umbilical triplicou, entre 2017 e 2020.